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A soberania do povo é uma heresia - Padre Charles Maignen

A soberania do povo é uma heresia - Padre Charles Maignen

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A soberania do povo é uma heresia

De onde vem o poder de governar?

Um doutor em teologia examina, à luz da doutrina católica, o princípio que a Revolução colocou na base dos Estados modernos.

01

O sentido da palavra

“Heresia”, aqui, tem o sentido preciso da teologia: a negação de uma verdade que a Igreja ensina.

02

Todo poder vem de Deus

“Não há poder que não venha de Deus”, ensina São Paulo. A soberania do povo põe a origem do poder em outro lugar.

03

Uma questão atual

A Constituição brasileira de 1988 fez desse princípio o seu primeiro artigo.

O regime se pode aceitar;
o princípio, não

Todo o livro se decide numa distinção: de um lado, o regime de governo, que o católico pode aceitar; de outro, o princípio da soberania do povo, que ele não pode professar.

A origem do poder.

Maignen sustenta que a soberania do povo, tal como a Revolução a inscreveu em suas declarações e as constituições do século XIX a repetiram, coloca a origem do poder fora de Deus.

O que a Igreja ensinou.

O autor transcreve os textos em que a Igreja condenou esse princípio, para que o leitor os conheça na fonte.

Nenhum regime é condenado em si.

Com o Papa, afirma que nenhuma forma de governo é, por si mesma, contrária à doutrina cristã: o poder constituído se aceita, e a legislação injusta se combate.

Escolher não é conferir.

O povo pode escolher quem vai governar, sem que por isso lhe caiba dar ao governante a autoridade de governar.

Padre Charles Maignen

Charles Tharsice Maignen nasceu em Paris, em 7 de novembro de 1858. Ingressou aos vinte anos na congregação dos Irmãos de São Vicente de Paulo. Estudou no Seminário Francês e foi ordenado sacerdote em 1884, vindo a tornar-se doutor em teologia.

Ao longo de sua vida, distinguiu-se como um dos mais firmes defensores da doutrina católica tradicional, ao combater com vigor as correntes do chamado “novo catolicismo”, nas quais via a ameaça de um cisma. Escritor prolífico e polemista destemido, dedicou diversas obras à crítica do modernismo e do liberalismo, sempre na defesa intransigente da fé e da autoridade da Igreja. Faleceu na Itália em 1937.

Detalhes do
Produto

Autor
Padre Charles Maignen
Páginas
224
Capa
Brochura
Tamanho
14 × 21 cm

Dúvidas frequentes sobre
A soberania do povo é uma heresia

Sobre o que é este livro?

O Padre Charles Maignen examina, à luz da doutrina católica, o princípio da “soberania do povo”, que a Revolução inscreveu em suas declarações e as constituições do século XIX repetiram, e mostra por que ele contradiz o ensinamento da Igreja sobre a origem do poder.

Por que o título chama a soberania do povo de “heresia”?

Porque o autor usa a palavra no sentido que a Escolástica lhe dá: heresia é a negação de uma verdade que a Igreja ensina. A verdade negada, aqui, é a de São Paulo: não há poder que não venha de Deus.

O livro condena a democracia ou as eleições?

Não. Com o Papa, Maignen afirma que nenhuma forma de governo é, em si, contrária à doutrina cristã, e que o povo pode escolher quem governa. O que ele rejeita é a ideia de que a autoridade de governar venha do povo, e não de Deus.

O que o católico deve fazer diante do poder constituído?

Segundo o autor, o poder constituído se aceita e a legislação injusta se combate.

Por que este livro interessa ao leitor brasileiro?

Porque a Constituição do Brasil de 1988 fez do princípio da soberania do povo o seu primeiro artigo.

Quem foi o Padre Charles Maignen?

Sacerdote francês (1858–1937), doutor em teologia formado no Seminário Francês de Roma. Foi um dos mais firmes defensores da doutrina católica tradicional e dedicou diversas obras à crítica do modernismo e do liberalismo.

Qual é o formato desta edição?

Edição em brochura, no formato 14 × 21 cm, com 224 páginas.

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