O Método Pedagógico dos Jesuítas - Pe. Leonel Franca SJ

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Um livro pedagógico, porém, com um teor bastante diferente, no qual o autor analisa e nos introduz na filosofia educacional Jesuíta. Aquela mesma pedagogia que formou centenas de gênios e dezenas de Santos; elevando a virtude intelectual, em um grande número de alunos, a patamares muito elevados. Em seguida, expõe todas as regras e leis do plano de estudos dos Jesuítas a famosa “Ratio Studiorum”.

Informações técnicas:
Páginas: 230
Capa: Brochura
Miolo: Brochura
Tamanho: 14x21

Fiquemos aqui com o início do livro para termos uma noção do tamanho do mérito educacional dos Jesuítas:

“No desenvolvimento da educação moderna o Ratio Studiorum ou Plano de Estudos da Companhia de Jesus desempenha um papel cuja importância não é permitido desconhecer ou desprezar. Historicamente, foi por este Código de ensino que se pautaram a organização e a atividade dos numerosos colégios que a Companhia de Jesus fundou e dirigiu durante cerca de dois séculos, em toda a terra. Ordem consagrada ao ensino pela Constituição escrita por seu próprio fundador, a Companhia, onde quer que entrava a exercer os seus ministérios, instituía logo e multiplicava rapidamente os seus estabelecimentos de ensino. Em 1750, poucos anos antes da sua supressão (1773) por Clemente XIV, a Ordem de Inácio dirigia 578 colégios e 150 seminários, ao todo 728 casas de ensino.

Esta imensa atividade pedagógica, com a sua incoercível influência e espontânea irradiação sobre outros colégios e outros sistemas educativos que se iam formando e desenvolvendo ao seu lado, não pode deixar de oferecer ao historiador da educação brasileira ocidental um interesse de primeira importância.
Pedagogicamente, a aplicação do Ratio foi coroada, em toda a parte, de um êxito incontestável. Confessam-no todos os escritores desapaixonados, ainda os menos simpáticos aos jesuítas. E se a arvores se conhece pelos frutos, aí estão ele numerosos e sazonados, a atestar-lhe a boa seiva e fecundidade. Não só a obra educativa dos colégios da Companhia foi um dos fatores mais eficientes da contrarreforma católica senão que também a ela se acha ligada grande parte da aristocracia intelectual dos últimos séculos.

Na França, S. Francisco de Sales, Corneille, Moliére, Fontenelle, Descartes, Bossuet, Montesquieu, Malesherbes, Rosseau, La Condamine, Diderot, Buffon, Lagrange, Richelieu, Condé, Cauchy, Fleury, Lamartine, Foch; na Espanha, S. João da Cruz, Cervantes Calderón, Lope de Vega, José Zorrilla, Ruben Dario, Ramon Jimenes; na Itália, Tasso, Alfieri, Vico, Goldoni, Segneri, Bartoli, Prospero Lambertini (Bento XIV); na Bélgica, Justo Lipsio; na Irlanda, O’connel, em Portugal e na América Latina, Antônio Vieira, João de Lucena, Baltazar Teles, Zorrilla de S. Martin, para não lembrar senão estrelas de primeira grandeza, saíram dos Colégios da Companhia.

Estudar, portanto, um sistema pedagógico que tem em seu abono a prova decisiva de uma experiência multissecular é empreender um trabalho com a segurança dos resultados mais positivos, com a certeza de deparar muitos destes elementos da pedagogia perene, que mergulha as suas raízes nas profundezas da própria natureza humana? Quantos problemas agitados pelos educadores modernos, encontrariam talvez, num princípio ou numa sugestão do Ratio, a inspiração bem vinda de uma solução feliz?
A história e a ciência da educação têm, portanto, no Plano de Estudos da Companhia de Jesus, um instrumento de trabalho de primeira necessidade e de incontestáveis vantagens.”

Depois de uma introdução bastante precisa sobre a ciência pedagógica jesuítica, Leonel Franca expõe as leis, as regras, os preceitos do plano de estudos oriundo dessa ciência, que ficou conhecido mundialmente como a “RATIO STUDIORUM”.

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